Depois do regresso ao Dragão, também o primeiro dia de trabalho no
Centro de Treinos do Olival foi marcante para Lucho González. O
argentino foi bastante saudado pelos funcionários do clube e por todos
os que foram seus colegas no passado: Helton, Rolando, Sapunaru,
Cristián Rodríguez e Fernando. Talvez por se ter detido à conversa com
eles, El Comandante foi um dos últimos a sair do balneário. Quando o
fez, não disfarçou a felicidade e, ao contrário do também reforço Marc
Janko, mostrou sempre um sorriso no rosto.
Quanto ao avançado, assumiu uma atitude mais introspectiva. Ao
contrário de Lucho, tudo para si foi uma novidade. Janko está à procura
de conhecer os novos companheiros e de se integrar num grupo que,
culturalmente, não podia ser mais diferente de si. Talvez por ainda não
estar adaptado, foi o primeiro a entrar em campo e a cumprimentar a
equipa técnica. Depois dispôs-se a encabeçar todos os exercícios
visíveis nos 15 minutos abertos da sessão. Curiosamente, fez dupla com
Lucho, que começa já assumir um papel importante no seio do grupo,
contribuindo para que Janko se comece a sentir bem numa casa que, mesmo
em Marselha, sempre foi sua. A prová-lo está o facto de ter guardado no
Porto o carro que usava em 2009, quando saiu: um Cadillac Escalade. El
Comandante puxou pelo goleador neste primeiro dia de trabalho e foi dos
que mais conversaram com ele. Além de terem chegado juntos ao FC Porto,
em comum devem ter também o dia da estreia. Vítor Pereira pensa dar-lhes
minutos já contra o Setúbal, para a Taça da Liga. Para que isso seja
possível, falta que Marselha e Twente activem o Transfer Matching
System. Os dois clubes têm até domingo, à hora do jogo, para o fazer.

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